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Não é chato quando você altera o tom de voz e ele permanece se alternando entre todas as cores do arco-íris?

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Alice.

"Tantos sonhos morrem
Em poucas palavras
Um bilhete curto
E já não há nada
Alice, não se esqueça
Do nosso amor
Será que eu tenho sempre
Que te lembrar?
Todo dia, toda hora
Eu te imploro
Por favor
Alice não me escreva
Aquela carta de amor
Sempre tive medo
Das suas idéias
Por que você precisa
Ser tão sincera?
Alice, eu tô treinando
Pra te enfrentar
Tenho mil motivos pra
Você me suportar
Fica mais uma semana
Nesse tempo a gente engana
Alice não me escreva
Aquela carta de amor
Todo mundo sabe de alguma coisa que eu não sei
De um filme que eu não vi
De uma aula que eu faltei
Por mais que eu tente eu nunca chego no horário
Eu perco tudo que eu ponho no armário
Tudo atrapalha o que eu faço
Mas pros outros parece tão fácil
A fila que eu escolho vai sempre andar mais devagar
E o troco acaba bem na hora em que eu vou pagar
Se eu me distraio um único instante
Pode apostar que eu perco o mais importante
Tudo atrapalha o que eu faço
Mas pros outros parece tão fácil
Os vizinhos devem rir por trás do jornal
Eu desconfio de um complô
O maior que já se armou
Uma conspiração internacional
Os vizinhos devem rir por trás do jornal
Eu desconfio de um complô
O maior que já se armou
Uma conspiração internacional
Alice não me escreva
Aquela carta de amor."


Leoni.

Lágrimas e chuva.




"Eu perco o sono e choro 
Sei que quase desespero
Mas não sei por que
A noite é muito longa
Eu sou capaz de certas coisas
Que eu não quis fazer

Será que alguma coisa
Nisso tudo faz sentido
A vida é sempre um risco
Eu tenho medo do perigo
Lágrimas e chuva
Molham o vidro da janela
Mas ninguém me vê
O mundo é muito injusto
Eu dou plantão dos meus problemas
Que eu quero esquecer
Será que existe alguém
Ou algum motivo importante
Que justifique a vida
Ou pelo menos esse instante
Eu vou contando as horas
E fico ouvindo passos
Quem sabe o fim da história
De mil e uma noites
De suspense no meu quarto."
    -LEONI.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Titãs - Os cegos do castelo

Desabafo de um empresário de São Leopoldo (RS)

ESSA MERECE SER COLOCADA NA FRENTE DE UM VENTILADOR PARA SER ESPALHADA POR ESTE NOSSO BRASIL!








É lamentavel , mas infelizmente é verdade...

São Leopoldo tem um dos menores índices de analfabetismo e de mendicância do país, talvez por causa de homens como este!

EMPRESÁRIO DE SÃO LEOPOLDO

Silvino Geremia é empresário em São Leopoldo, Estado do Rio Grande do Sul.

Eis o seu desabafo, publicado na revista EXAME:




"Acabo de descobrir mais um desses absurdos que só servem para atrasar a vida das pessoas que tocam e fazem este país: investir em Educação é contra a lei .
Vocês não acreditam?
Minha empresa, a Geremia, tem 25 anos e fabrica equipamentos para extração de petróleo, um ramo que exige tecnologia de ponta e muita pesquisa.
Disputamos cada pedacinho do mercado com países fortes, como os Estados Unidos e o Canadá.
Só dá para ser competitivo se eu tiver pessoas qualificadas trabalhando comigo.
Com essa preocupação criei, em 1988, um programa que custeia a educação em todos os níveis para qualquer funcionário, seja ele um varredor ou um técnico.
Este ano, um fiscal do INSS visitou a nossa empresa e entendeu que Educação é Salário Indireto.
Exigiu o recolhimento da contribuição social sobre os valores que pagamos aos estabelecimentos de ensino freqüentados por nossos funcionários, acrescidos de juros de mora e multa pelo não recolhimento ao INSS.
Tenho que pagar 26 mil reais à Previdência por promover a educação dos meus funcionários?
Eu honestamente acho que não.
Por isso recorri à Justiça.
Não é pelo valor em si , é porque acho essa tributação um atentado.
Estou revoltado.
Vou continuar não recolhendo um centavo ao INSS, mesmo que eu seja multado 1000 vezes.
O Estado brasileiro está completamente falido.
Mais da metade das crianças que iniciam a 1ª série não conclui o ciclo básico.
A Constituição diz que educação é direito do cidadão e um dever do Estado.
E quem é o Estado?
Somos todos nós.
Se a União não tem recursos e eu tenho, acho que devo pagar a escola dos meus funcionários.
Tudo bem, não estou cobrando nada do Estado.
Mas também não aceito que o Estado me penalize por fazer o que ele não faz.
Se essa moda pega, empresas que proporcionam cada vez mais benefícios vão recuar..
Não temos mais tempo a perder.
As leis retrógradas, ultrapassadas e em total descompasso com a realidade devem ser revogadas.
A legislação e a mentalidade dos nossos homens públicos devem adequar-se aos novos tempos.
Por favor, deixem quem está fazendo alguma coisa trabalhar em paz.
E vão cobrar de quem desvia dinheiro, de quem sonega impostos, de quem rouba a Previdência, de quem contrata mão-de-obra fria, sem registro algum.
Eu Sou filho de família pobre, de pequenos agricultores, e não tive muito estudo.
Somente consequi completar o 1º grau aos 22 anos e, com dinheiro ganho no meu primeiro emprego, numa indústria de Bento Gonçalves, na serra gaúcha, paguei uma escola técnica de eletromecânica.
Cheguei a fazer vestibular e entrar na faculdade, mas nunca terminei o curso de Engenharia Mecânica por falta de tempo.
Eu precisava fazer minha empresa crescer.
Até hoje me emociono quando vejo alguém se formar.
Quis fazer com meus empregados o que gostaria que tivessem feito comigo.
A cada ano cresce o valor que invisto em educação porque muitos funcionários já estão chegando à Universidade.
O fiscal do INSS acredita que estou sujeito a ações judiciais.
Segundo ele, algum empregado que não receba os valores para educação poderá reclamar uma equiparação salarial com o colega que recebe..
Nunca, desde que existe o programa, um funcionário meu entrou na Justiça.
Todos sabem que estudar é uma opção daqueles que têm vontade de crescer...
E quem tem esse sonho pode realizá-lo porque a empresa oferece essa oportunidade.
O empregado pode estudar o que quiser, mesmo que seja Filosofia, que não teria qualquer aproveitamento prático na nossa Empresa Geremia.
No mínimo, ele trabalhará mais feliz.
Meu sonho de consumo sempre foi uma Mercedes-Benz.
Adiei sua realização várias vezes porque, como cidadão consciente do meu dever social, quis usar meu dinheiro para fazer alguma coisa pelos meus 280 empregados.
Com os valores que gastei no ano passado na educação deles, eu poderia ter comprado Duas Mercedes.
Teria mandado dinheiro para fora do País e não estaria me incomodando com essas leis absurdas .
Mas infelizmente não consigo fazer isso.
Eu sou um teimoso.
No momento em que o modelo de Estado que faz tudo está sendo questionado, cabe uma outra pergunta.
Quem vai fazer no seu lugar?
Até agora, tem sido a iniciativa privada.
Não conheço, felizmente, muitas empresas que tenham recebido o mesmo tratamento que a Geremiarecebeu da Previdência por fazer o que é dever do Estado.
As que foram punidas preferiram se calar e, simplesmente, abandonar seus programas educacionais.
Com esse alerta temo desestimular os que ainda não pagam os estudos de seus funcionários.
Não é o meu objetivo.
Eu, pelo menos, continuarei ousando ser empresário, a despeito de eventuais crises, e não vou parar de investir no meu patrimônio mais precioso:
as pessoas.
Eu sou mesmo teimoso!...
Não tem jeito...

"Quando eu caligrafiavocê computação ..."

"A gente ainda se encontra,  por descuido ou poesia."

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Bazar Pamplona - É Tão Cafona O Que Eu Sinto Por Você

Ando tropeçando em absurdos. Em desassossegos também. Tem gente que tirou o mês pra me chatear, me colocar pra baixo, me jogar em cima um amontoado de energias ruins. Tem gente que tem esse dom. De não ser feliz e querer enferrujar o sorriso alheio.
Caio Fernando de Abreu

ENTRE CARPINEJAR E SUCO DE LIMÃO,
EU AINDA PREFIRO O SEU RISO. - Rênatica.
"Aprendi o silêncio com os faladores, a tolerância com os intolerantes, a bondade com os maldosos; e, por estranho que pareça, sou grato a esses professores.
Khalil Gibran.

Falam de tudo. Da moral, do comportamento, dos sentimentos, das reações, dos medos, das imperfeições, dos erros, das criancices, ranzinzisses, chatices, mesmices, grandezas, feitos, espantos. Sobretudo falam do comportamento e falam porque supõem saber. Mas não sabem, porque jamais foram capazes de sentir como o outro sente. Se sentissem não falariam.
Nelson Rodrigues  

Perdoem a cara amarrada, 
Perdoem a falta de abraço, 
Perdoem a falta de espaço, 
Os dias eram assim…

 (Elis Regina)

"É tão cafona o que eu sinto por você, meu bem ,tão cafona quanto esse chapéu. Ó céus! Não se lembra , foi um presente seu."
Bazar Pamplona.

“E cada qual no seu canto, em cada canto uma dor.”

Meu Chico.
Vem cá que tá me dando uma vontade de chorar; Não faz assim, não vá pra lá, meu coração vai se entregar à tempestade.
Marcelo Camelo

Mas fica um pouco mais, que tal mais um café?
Cícero.
Nossa casinha pequena
Parece vazia sem o teu balé
Sem teu café requentado
Soldado de chumbo não fica de pé.

O Teatro Mágico

Legião Urbana.



Na parede de um botequim de Madri, um cartaz avisa: Proibido cantar. Na
parede do aeroporto do Rio de Janeiro, um aviso informa: É proibido
brincar com os carrinhos porta-bagagem. Ou seja: Ainda existe gente que
canta, ainda existe gente que brinca.
                                                              [O Livro dos Abraços - Eduardo Galeano]

Morgana e Lancelote.


"- Você é como tanto homens , que têm medo das lágrimas de uma mulher?
-Não - confessou com voz baixa- quando choram , elas parecem muito mais reais, mais vulneráveis; as mulheres que não choram me assustam , porque eu sei que são mais fortes do que eu.”
As Brumas de Avalon.

Silenciosa Algazarra.



“Não temos o hábito de debater na escola, educadamente, como parte do processo mesmo de aprendizagem. Diferentemente do que ocorre em outras culturas, não faz parte da nossa experiência educacional argumentar, defender um ponto de vista, fundamentar uma opinião, procurar exemplos que a ilustrem, desenvolver um raciocínio para convencer o outro. Não aprendemos a, em seguida, parar para ouvir, ponderar, pesar os argumentos alheios, avaliá-los, ver em que medida eles devem ser refutados ou podem ser aceitos. Não nos ensinaram a construir sínteses nem consensos. Qualquer discussão entre nós descamba logo para o pessoal, o agressivo, o hostil. Vence quem ganha no grito.
A crítica é parte integrante do universo artístico quando ela própria, de alguma forma, participa da criação – e por isso é necessária. Um texto criador não se esgota numa leitura de dicionário ou filológica, que decifre o sentido literal do que nele está escrito. A crítica digna desse nome, criadora, usa a linguagem de tal maneira que explora a obra, aberta e cheia de sentidos, naquilo que a criação tem de profético, de certo modo. Ajuda a compor essa criação, a lhe dar sombra e volume, sem medo de submergir na coexistência de sentidos que caracteriza a linguagem artística, uma linguagem simbólica e trabalhada.
Dessa forma, a criação só tem a ganhar com o exercício de uma crítica desse tipo. Uma crítica nascida de uma espécie de provocação feita pelo texto comentado, um estímulo sedutor que desperta no crítico o desejo de escrever, ele também. Uma crítica que, por participar da criação, tem muito mais a ver com o prazer de pensar e de escrever do que com o poder de condenar ou exaltar que caracterizam um juízo final.”
Ana Maria Machado, em Silenciosa algazarra.

Prefácio.





Eu deveria fazer um prefácio antes de começar as reais postagens? Sim, minha consciência diz que eu deveria, maldita seja. Portanto vou tentar fazer um agora,  muito provavelmente não saia um resumo do conteúdo ou talvez saia exatamente o que eu queria. As palavras tem dessas coisas de tomarem seus próprios rumos sem pedir licença aos seus donos, educação que lhes mande lembranças. Não sei bem quem sou , sei do que gosto e gosto de muitas coisas , vou postar mais sobre elas do que sobre mim,mas se paro pra refletir sobre o que acabei de dizer me pego pensando em uma frase que li outro dia que dizia o seguinte " o que você gosta é parte do que  você é". Deve ser verdade, espero que seja, se não for serei muito vazia. Verdade, verdade coisa tão variável que me dá aos nervos.